
Palavras são apenas palavras, não podem ser levadas a sério, não quando saem de bocas levianas.Não sei porque ainda continuo dando tanta importância palavras ditas ao vento sem um real motivo, movidas por uma emoção momentânea.
Minhas ilusões felizes e cruéis são os últimos vestígios daquilo que um dia eu chamei de felicidade.Sim, felizes porque me libertaram um pouco desta agonia que me ronda, esperando pela primeira oportunidade de me atacar e cruéis, porque me fizeram acreditar em mentiras, doces mentiras.
Critico, mas as vezes prefiro as doces mentiras as verdades amargas que farão todo o sentido da minha existência desaparecer.Contradições, doces mentiras vão me fazer viver, verdades amargas vão me fazer definhas até a morte, mas quem disse que a morte não é algo bom ? Felizes são aqueles que já foram ou irão antes que o mundo que conhecemos afunde num mar de agonia sem fim.
Agora, uma poesia de Álvares de Azevedo :}
Porque Mentias?
Por que mentias, leviana e bela,
Se minha face pálida sentias
Queimada pela febre?... e minha vida
Tu vias desmaiar... por que mentias?
Acordei da ilusão! a sós morrendo
Sinto na mocidade as agonias.
Por tua causa desespero e morro...
Leviana sem dó, por que mentias?
Sabe Deus se te amei! sabem as noites
Essa dor que alentei, que tu nutrias!
Sabe este pobre coração que treme
Que a esperança perdeu porque mentias!
Vê minha palidez: a febre lenta...
Este fogo das pálpebras sombrias...
Pousa a mão no meu peito... Eu morro! eu morro!
Leviana sem dó, por que mentias?


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